domingo, 6 de agosto de 2017

Uma comerciante identificada como Ivanilde Pedrosa dos Santos, 52, foi estuprada e morta com pauladas no rosto, na Rua Seringal, bairro Mauazinho, na Zona Leste de Manaus. O corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal.
Após o crime, moradores da comunidade ficaram revoltados e prometeram realizar manifestações na rua, onde afirmam ter alto índice de crimes, como roubos e tentativas de estupros toda semana.
Segundo o tenente da 29ª  Companhia Interativa Comunitária (Cicom), Rogério Santos, a comerciante foi vítima de violência sexual e morta com pauladas no rosto. O cadáver foi encontrado por volta das 5h embaixo das ferragens de uma carreta na Rua Seringal. A senhora estava despida.
Segundo moradores da área, a comerciante era bastante conhecida no bairro e estava saindo de um bar na Rua João Thomé quando foi abordada pelo criminoso. "Isso foi muita crueldade. Ela era muito boa, trabalhava para sustentar um filho deficiente. Foi estuprada e morta por um monstro. Foi desumano. Ela já estava indo para casa que é aqui perto", disse a funcionária pública Marcilene de Souza, 45.
Os moradores do local estavam revoltados com o crime e afirmam que irão fazer manifestações para cobrar mais segurança e a retirada de sucatas de caminhões que são usadas como esconderijo por criminosos.
A aposentada Maria do Socorro, 60, contou que a filha dela foi assaltada duas vezes em uma única semana e teme que a jovem também seja vítima de violência sexual. "Ela sai cedo para trabalhar, já foi roubada. Eles se escondem embaixo das ferragens. A rua Seringal e João Thomé são perigosas, porque tem essas ferragens abandonadas e é muito escuro a noite. Estou indignada com a morte da minha amiga e desesperada com medo de acontecer com minha filha", comentou.
Segundo populares, toda semana alguém é vitima de criminosos. Eles usam drogas e se escondem nas carcaças de caminhão. "Estamos com medo e revoltados com tudo isso, nós não temos paz e ainda mais agora com a morte da Ivanilde que era uma querida, trabalhadora e não fazia mal a ninguém", disse Maria do Socorro.