segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Rebecca Garcia descarta apoiar candidatos no segundo turno em eleição no AM

Candidata do Partido Progressista (PP) na eleição suplementar para o governo do Amazonas, que ocorreu neste domingo, (6), a ex-deputada Rebecca Garcia, que ficou em terceiro lugar no resultado final do primeiro turno, disse em entrevista coletiva, que não apoiará nenhum dos dois candidatos que estarão no segundo turno.

Derrotada por Amazonino Mendes (PDT)  e Eduardo Braga (PMDB) que estarão em disputa no segundo turno, Rebecca comentou que as fragilidades dos adversários foram expostas na mídia e que não caberia a ela julgá-los. “Mesmo derrotada, julgo que tivemos uma campanha vitoriosa, pois tínhamos apenas 54 segundos de tempo na mídia. Se eu fosse atacar meus adversários, não teria tempo para mostrar minhas propostas, optei, portanto, para mostrar nosso projeto para saúde, educação e segurança”, disse, antes da coletiva, à uma rádio local.
A ex-deputada disse ainda que sua participação na eleição foi vitoriosa. “O partido decidiu que era oportunidade de fazer nas urnas, tudo que era ansiado nas ruas. Começar essa bela caminhada foi uma vitoria, um momento para novas lideranças no estado. Acreditamos que é possível sim, subir um primeiro degrau, para subir depois uma escada, e já começamos a subir”.
Não apoiará candidaturas
Questionada se apoiaria alguém no segundo turno, Rebecca disse que não se sente representada pelos candidatos. “Eu não vejo mudança. Não me sinto representada para apoiar nenhum dos dois. Nada que foi dito nas nossas propagandas, nesta caminhada, foi mentira. Nós acreditamos na mudança e não teria como caminhar ao lado de nenhum dos dois”.
Rebecca desejou sorte aos dois candidatos. De acordo com ela, o sucesso deles é na verdade o sucesso do amazonas. “Torcemos para que eles façam o melhor para o estado que grita por socorro, mas se não fizerem, serão as nossas críticas que eles terão de ouvir”.
A candidata do PP  ressaltou que viajou a vários municípios e que viu claramente que o Amazonas pede mudança. Para ela, o estado não aguenta mais velhas praticas políticas. “Agora não dá mais para voltar. Vamos observar a situação. As mensagens enviadas neste pleito precisam ser analisadas, ainda mais, devido ao número enorme de abstenção.”