segunda-feira, 17 de julho de 2017

Lanchas blindadas e fuzis para combater o tráfico de drogas no Amazonas

ManausA Secretaria de Estado de  Segurança Pública do Amazonas (SSP–AM) está preparando um estudo para adquirir lanchas blindadas para serem utilizadas no combate ao tráfico de drogas no Estado que, na Amazônia, possuem muitas rotas pelos rios. A SSP-AM também vai comprar fuzis para equipar os policiais que atuam no combate às organizações criminosas, além de realizar uma parceria com o  Exército Brasileiro (EB) para utilização de fuzis FAL (Fuzil Automático Leve), que possuem alta precisão de disparos.

A necessidade da aquisição de armamento de grosso calibre se deve ao fato de os grupos criminosos também possuírem armas de alto potencial principalmente para fazer a escolta de grandes quantidades de entorpecentes pelos rios do Amazonas.
Na semana passada, em Beruri, policiais do Departamento de Investigação sob Narcóticos (Denarc) e Secretaria Executiva-Adjunta de Inteligência (Seai)  além de apreenderem uma tonelada de drogas, entre maconha Skunk e cocaína, também apreenderam um armamento potente como um fuzil 762, uma granada capaz de causar danos em um raio de 10 metros e um lançador de granadas. Espingardas de calibre 12, uma pistola 380 e munições diversas também foram apreendidas.
“Este fuzil tem capacidade de transfixar até mesmo um carro blindado e o lançador de granada consegue lançar em uma distância de 300 metros. A granada apreendida tem capacidade de causar danos em um raio de 10 metros”, afirmou o coordenador do Grupo Força Especial de Assalto e Resgate (Fera), Edilei Rodrigues.
“Nós temos encontrando fuzis nas escoltas de drogas, por isso estamos fazendo o estudo para adquirir lanchas blindadas. Quanto a aquisição de fuzis e o  empréstimo de fuzis FAL do Exército, isso já está sendo efetivado”, adiantou à reportagem  o secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes.
Números
Sete toneladas de drogas já foram apreendidas nos primeiros sete meses deste ano. Nos últimos dois anos, a SSP somou apreensões de mais de 23 toneladas de entorpecentes.
Mortes aumentam em 17,6%
Para o secretário da SSP-AM, Sérgio Fontes, o foco principal da segurança, hoje, não são as grandes apreensões de drogas, mas no combate ao crime organizado.
“O crime organizado coloca o nosso País em uma situação extremamente difícil em se tratando de Segurança Pública.  Falo do País, pois o Amazonas sofre com a proximidade com os países produtores (de drogas). As grandes apreensões são consequência desta política de combate ao crime organizado, mas também cito o fato de nenhuma liderança de facções criminosas estar solta no nosso estado”. No entanto, ele admitiu que os crimes de homicídios ainda são considerados inaceitaveis. Só no primeiro semestre, foram registrados  577 mortes violentas no Amazonas, entre homicídios, latrocínios e o massacre de detentos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em janeiro.
No mesmo período em 2016, foram registradas 443 mortes, o que representa um aumento de 17,6 %, conforme levantamento feito por A Crítica no início de julho.