domingo, 30 de julho de 2017

Condomínio de luxo é alvo de fiscalização após cadela ficar presa em varanda exposta ao sol

A ONG “ComPaixão Animal” recebeu uma denúncia, informando que um filhote de labrador estava preso na sacada do apartamento de um condomínio de luxo, situado na avenida Nilton Lins, na Zona Centro-Sul de Manaus.

De acordo com a denúncia, uma cadela havia sido deixada amarrada e exposta ao sol desde o início da manhã de hoje até às 14h. A ONG “ComPaixão Animal” acionou o Batalhão Ambiental e a Comissão Especial de Proteção aos Animais (Cepa) da Ordem dos Advogados do Amazonas (OAB-AM). Eles foram ao local, juntamente com representantes de outras ONGs, como a “Sem Raça Definida” e a vereadora Joana D’Arc, que é presidente da ONG “PATA”.
De acordo com a coordenadora da “ComPaixão Animal”, Saskya Canizo, quando chegaram ao condomínio, o animal já havia sido retirado da varanda. O grupo foi atendido pela dona da cadela Chloe, que justificou o ato. Ela informou que havia deixado a cadela na varada porque ela teria costume de destruir os móveis da casa quando fica sozinha.
“Quando chegamos ao local, a proprietária nos recebeu e mostrou as condições em que o animal vive. Segundo ela, o filhote tem acesso a todo o apartamento. Considerando os riscos de insolação, desidratação e até mesmo enforcamento, devido ao uso da corrente, a cadelinha teve sorte. Estava ativa e brincalhona”, disse.
Conforme Saskya, essa não a primeira denúncia que recebem sobre maus tratos de animais no mesmo condomínio.
“A tutora foi orientada a não deixar mais a cadela confinada neste espaço, principalmente, durante tanto tempo. Informamos a ela sobre a existência de hotéis e creches na cidade. Falamos sobre o bem-estar animal e que da próxima vez, ela será intimada a comparecer à delegacia e responderá por maus tratos aos animais. O síndico acompanhou tudo e confirmou vários outros casos de moradores que fazem a mesma coisa com seus animais”, concluiu.
Devido ao episódio, as ONGs vão realizar um programa de conscientização para os moradores e, caso haja reincidência, serão todos denunciados na Delegacia do Meio Ambiente (Dema). Eles podem responder criminalmente.