terça-feira, 11 de julho de 2017

Após três meses, desastre aquático no Tarumã-Açu segue sem repostas

Após quase três meses após o trágico acidente envolvendo o empresário Daniel Dabela, a Marinha do Brasil continua sem dar uma resposta ao caso. O inquérito administrativo, responsável por apurar as causas da colisão entre a lancha e o jet-ski, está em aberto desde maio desse ano e sem data de conclusão.

O Comando do 9º Distrito Naval da Marinha do Brasil (Com9ºDN), responsável pela investigação do caso, informou que o inquérito administrativo, com as informações sobre o acidente, ainda está sendo instaurado para apurar as causas, circunstâncias e responsabilidades do acidente.
O resultado das apurações será capaz de responder as dúvidas a respeito do condutor da lancha ter ou não habilitação, se houve alguma notificação o impedindo de pilotar ou se aconteceu ingestão de bebida alcoólica antes do manuseio da lancha.
Um dia após o caso, o jornal A Crítica flagrou diversas imprudências no mesmo local da ocorrência.
 Na ocasião, o 9º Comando informou que a Capitania Fluvial da Amazônia realiza fiscalizações diárias, multa e apreende embarcações irregulares. As inspeções acontecem na orla da cidade, do encontro das águas até a Praia do Tupé.
 O órgão ressalta que, nos finais de semana, as fiscalizações são intensificadas nas principais praias de Manaus como nas praias Ponta Negra, da Lua, do Tupé, Dourada, Prainha e Marinas localizadas no Tarumã.
Relembre o caso
O acidente ocorreu na região conhecida como “Laguinho”, localizado no Tarumã-Açu, na Zona Norte de Manaus. O empresário foi direcionado ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na Zona Leste da capital, com traumatismo craniano.
Atualmente, Dabela segue internado no Hospital Adventista, no Distrito Industrial.
Na época, a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) informou que o quadro de saúde do empresário era considerado como “gravíssimo”.
Por meio de nota, o Hospital Adventista informou que os familiares do paciente pediram que não houvesse a divulgação de boletim médico e não quiseram comentar qualquer informação sobre o caso com a imprensa.