terça-feira, 27 de junho de 2017

LGBTs celebram Orgulho com arte e cultura nesta quarta-feira (28) em Manaus

A invasão policial ocorrida no bar Stonewall Inn em Nova Iorque (EUA) na noite do dia 28 de junho de 1969 foi o capítulo inicial dessa história. Após tamanha violência à comunidade lésbica, gay, bissexual, transexual e travesti que frequentava o bar, foi iniciada uma ampla mobilização marcada de muita luta por direitos. Aos poucos várias cidades foram tomadas por manifestações LGBT e assim que tudo começou.

Para celebrar a liberdade e dar visibilidade às questões LGBT em Manaus, uma programação que mistura cinema, performances, videomapping, música, pic-nic, campanhas e também quadrilha junina – devido ao período de festas juninas – será realizada na capital amazonense nesta quarta-feira (28), a partir das 17h, no Anfiteatro do Parque dos Bilhares, entre a av. Djalma Batista e Constantino Nery, na Zona Centro-Sul da cidade.
A ação é totalmente colaborativa e gratuita. Segundo os organizadores, as apresentações contam com participação do vloger Pepê do canal do YouTube Vlogay, que apresentará no local o lançamento da música #VemCáManinha, uma paródia do hit da cantora Anitta. A sonoridade da festa ficará sob o comando do Projeto Aram, de Karla Seixas e de Rebecca Grana, além da discotecagem dos DJs Alana Zuany, Naty Veiga, Thiago Costa e Guilhermo.
Outras atividades serão realizadas como o Cineclube Tudo Muda Após o Play, com exibição de curtas-metragens e do longa Stonewall, do diretor Roland Emmerich. Ainda haverá uma tenda para montação drag com direito a free style de Drag Queen e Drag King e apresentações da quadrilha junina, da Kanauã Companhia de Dança, performance de Fran Martins, Maria Moraes e Emerson Munduruku, e também transmissão de videomapping com Paulo Trindade e Felipe Fernandes.
O evento também propõe a realização de um pic-nic colaborativo com a participação de todos e estímulo do uso de bicicletas, uma iniciativa puxada pelo movimento Massa Crítica Manaus. Uma diversidade de campanhas também poderão ser visualizadas pelo público, como Combate a Violência e Segurança, Prevenção Combinada, Saúde, Trabalho e Emprego, Educação e Cultura LGBT.
A comunidade LGBT
Em 2016, a Organização das Nações Unidas (ONU) levantou dados sobre 76 países do mundo onde ter um parceiro do mesmo sexo ainda é considerado crime. No Brasil, o casamento homoafetivo é estendido a todo o País desde maio de 2013, quando entrou em vigor a Resolução 175, de 14 de maio de 2013, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Apesar de já garantir esse direito, o Brasil ainda está entre os países que mais matam por homofobia. O preconceito contra LGBTs mata uma pessoa a cada 25 horas. As agressões se configuram de maneira verbal e física, discriminação em razão da orientação sexual e identidade de gênero, violência psicológica, constrangimento, ameaça e morte. Segundo dados oficiais, os agressores são colegas de sala, professores, parentes, vizinhos, equipe de trabalho e desconhecidos.
No Amazonas, cerca de três pessoas são assassinadas por mês vítimas de LGBTfobia, conforme informações de 2014 divulgadas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública. Uma das lutas da comunidade LGBT especificamente sobre segurança pública é a inserção da identidade de gênero no formulário dos boletins de ocorrência para gerar estatísticas mais atualizadas sobre os casos de violência contra pessoas transgêneros.
Organização

O “Orgulho” é uma realização do Manifesta LGBT+, Miga sua Loka e Coletivo Difusão com apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas), da Prefeitura de Manaus; da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), canal de YouTube Vlogay e movimentos LGBTs do Amazonas.