terça-feira, 13 de junho de 2017

Antes de decisão, ministros tucanos avisaram que ficariam no governo Temer

Além das eleições de 2018 e da articulação para ajudar Aécio Neves no Conselho de Ética - fatores principais da decisão do PSDB de ficar no governo - tucanos afirmaram ao blog que também foi levado em conta na avaliação do partido o aviso de ministros tucanos de que não deixariam o governo Temer.
O PSDB tem quatro ministros no governo: Aloysio Nunes (Itamaraty), Bruno Araujo (Cidades), Luislinda Valois (Direitos Humanos) e Antonio Imbassahy (Articulação Política).

Para a cúpula tucana, a permanência dos tucanos no governo "fortaleceria a imagem de ambiguidade".

Também foi avaliado pelas lideranças tucanas o fato de que o DEM, parceiro tradicional do PSDB, não acompanharia o partido na debandada, o que já poderia sinalizar negativamente em relação a uma parceria para eleição de 2018 - o grande objetivo tucano.


Para justificar a permanência ao lado de Temer, tucanos afirmaram ontem também que o espaço da oposição no governo Temer já tem dono- e não seria dividido com o PSDB, o que fragilizaria o partido na arena política.