quarta-feira, 3 de maio de 2017

Meta no Amazonas é imunizar um milhão de pessoas contra a influenza


Em andamento em todo o Amazonas, desde o último dia 17 de abril, a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza (gripe), deve imunizar cerca de um milhão de pessoas até o próximo dia 26 de maio, data final para o período de vacinação no Brasil. O objetivo é reduzir as complicações, internações e mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus da influenza na população.  O “Dia D” de mobilização nacional será em 13 de maio.

Do total de doses destinadas para todo o Estado, 407.316 são para vacinação em Manaus. A meta é atingir pelo menos 90% desse público, ou seja, 366.585 pessoas vacinadas. “Nós começamos a distribuição das unidades de vacinas deste ano pelo interior do Amazonas, por conta da dificuldade logística. Assim, garantimos que ninguém que precise fique sem tomar a dose”, afirma o presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Bernardino Albuquerque.

Prevenção – De acordo com Bernardino, a vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, óbitos. A vacinação é uma das medidas mais efetivas para a prevenção da influenza grave e de suas complicações e contém antígenos contra três cepas de influenza: A (H1N1), A (H3N2) e Influenza B.

A transmissão dos vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). Bernardino orienta a adoção de cuidados simples como medida de prevenção para evitar a doença. “Lavar as mãos várias vezes ao dia, cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar, evitar tocar o rosto, não compartilhar objetos de uso pessoal, além de evitar locais com aglomeração de pessoas são ações muito úteis para prevenir a doença”, explica o diretor-presidente da FVS, ressaltamos que o período sazonal na gripe no Estado deve ir até o final de junho.

Ainda segundo ele, o clima amazônico é um agravante para a proliferação da doença, o que pede ainda mais atenção da população. “Nós temos aqui não só a questão da temperatura, que é ideal para a manutenção dos vírus na natureza, mas principalmente a questão das chuvas, que faz com que as pessoas se aglomerem mais e facilitem a proliferação dos vírus”, completou.  
Estas unidades da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), que funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, estão atuando junto com as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), da Prefeitura, para assegurar uma boa cobertura vacinal da campanha contra a gripe.  “As pessoas incluídas nos grupos prioritários não devem deixar de se vacinar. É importante que procurem a unidade de saúde para receber a imunização, que incluiu a proteção contra o vírus H1N1”, disse Bernardino.

Prioridade -  Nesta campanha, além de pessoas com 60 anos ou mais de idade e crianças na faixa etária de 6 meses a menos de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias),  serão vacinados trabalhadores de saúde, indígenas (aldeados e assistidos pela Sesai), gestantes, mulheres com até 45 dias após o parto, grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional.  A novidade deste ano é a inclusão dos professores das escolas públicas e privadas no grupo prioritário de vacinação.

Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis, que inclui pessoas com deficiências específicas, também devem se vacinar. Para esse grupo não há meta específica de vacinação. A pessoa deve apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receberem a vacina, sem a necessidade de prescrição médica. A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Rede – As vacinas estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Crianças e idosos podem vacinar também no nos Centros de Atenção Integral à Melhor Idade (CAIMIs) e nos Centros de Atenção Integral à Criança (CAICs).

Reação adversa – Após a aplicação da vacina, podem ocorrer, de forma rara, dor no local da injeção, eritema e enrijecimento. São manifestações consideradas benignas, cujos efeitos costumam passar em 48 horas.  A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. É importante procurar o médico para mais orientações.