segunda-feira, 22 de maio de 2017

Eduardo Braga Diz que ‘deixaram o amazonas na UTI’.

O senador Eduardo Braga (PMDB) disse ter recebido com indignação a citação de seu nome por um delator na operação Lava Jato e afirma que a sua  assessoria jurídica está avaliando medidas judiciais a serem tomadas.

Questionado sobre a operação de combate à corrupção, o parlamentar defende que todos que tenham cometido ato ilícito paguem por seus erros. 
Quanto à questão das reformas trabalhistas e previdenciária, qual é o seu posicionamento?
R: As reformas precisam ser feitas, mas  precisam ser feitas para fortalecer as relações do trabalhador com o empregador e, ao mesmo tempo, fortalecer os direitos do trabalhador com a Previdência. Não pode ser uma reforma para beneficiar apenas os mais ricos. Eu, por exemplo, defendo que, para que se possa fazer a ‘pejotização’ (pessoa jurídica) e a fragilização de determinados aspectos na lei trabalhista, que foi encaminhada com sete artigos para a Câmara e saiu da Câmara  com mais de cem artigos, colocaram um monte de coisa.
O Amazonas está prestes a realizar nova eleição para governador. Como o senhor tem lidado com essa questão? Tem conversado com lideranças? O senhor tem intenção de concorrer?

Se for a vontade do povo do meu Estado, se for a vontade de um conjunto de partidos políticos que formem e configurem um arco de aliança, que nos dê força política suficiente para tirar o Amazonas da UTI. A eleição do ex-governador cassado José Melo, que foi roubada -  com compra de voto, uso da máquina pública, falsas promessas e gastos absurdos - levou o Amazonas para a UTI. Hoje, não temos remédio, sequer esparadrapos. A saúde no interior do Estado, desde o escândalo da (operação) Maus Caminhos, o MPF suspendeu um recurso que o Estado mandava para o interior. Ora, a bandalheira não estava naquele pequeno recurso que ia para o interior. A bandalheira estava os grandes contratos que desviaram milhões. A mesma coisa é a segurança pública. O Estado perdeu o controle. Além destas questões estamos vendo um Estado com desemprego gritante, setores com muita dificuldade e o governo do Estado aumentando tributo em 2%. Para mim, esta será a eleição mais importante da história do Amazonas, por isto, se for da vontade do povo, eu tenho disposição para concorrer e tirar o Amazonas da UTI.