terça-feira, 23 de maio de 2017

Cheia dos rios atinge 51 mil famílias no AM

A Defesa Civil do Amazonas informou que mais quatro municípios entraram em situação de emergência por conta das cheias dos rios. São eles: 

Alvarães, no médio Solimões, Boa Vista do Ramos, no Baixo Amazonas, Beruri, no Purus e Careiro da Várzea, na calha do Amazonas. Ao todo, são 27 cidades em situação de emergência no interior do Estado por conta da enchente, que já afeta 51.503 famílias.
De acordo com a Defesa Civil do Estado, cerca de 900 mil toneladas de produtos alimentícios começaram a ser distribuídos, na última sexta-feira (19). A segunda fase de atendimento humanitário no Estado está sendo executada por 150 agentes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e das Defesas Civis do Estado, Municípios e do Governo Federal. Os moradores recebem cestas básicas, kits de higiene pessoal e de dormitório (lençóis, mosqueteiros e redes), água potável, colchões, medicamentos, fraldas e hipocloritos de sódio para purificação da água.

Ritmo lento
Em Manaus, o nível do Rio Negro chegou, nesta segunda-feira, a 28,88 metros, subindo, segundo a medição do Porto de Manaus, 60 centímetros no mês de maio, pouco mais da metade da cota em comparação a todo o mês de abril, quando cresceu 1,01 metro. O ritmo de subida, porém, tem reduzido. Desde o último dia 16 que o rio sobe apenas um ou dois centímetros por dia.
A Defesa Civil do município afirma que a previsão é que cerca de 4 mil famílias sejam afetadas pela cheia do Rio Negro neste ano. O órgão informou que está com ações, como a construções de pontes, adiantadas nos bairros Aparecida, Bariri, Colônia Antônio Aleixo, São Jorge e Educandos. Os bairros Centro e Raiz já têm pontes construídas.
O relatório do Departamento de Operações da Defesa Civil do Município aponta que 15 bairros de todas as zonas da capital serão afetados pela cheia. São eles: Tarumã, Mauazinho, São Jorge, Educandos, Raiz, Betânia, Presidente Vargas, Colônia Antônio Aleixo, Aparecida, Centro, Santo Antônio, Cachoeirinha, Glória, Compensa e Puraquequara, além de 13 comunidades das zonas rurais e ribeirinhas.

De acordo com o segundo relatório de cheia divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), no começo deste mês, a previsão é que a cota do Rio Negro para a cheia deste ano varie entre 29,15 metros a 29,85 metros. Se a máxima prevista for atingida, Manaus registrará, neste ano, a segunda maior cheia da história, ficando atrás apenas de 2012 (29,97 metros).