sábado, 22 de abril de 2017

Enchente: Mais de 1,3 mil famílias foram identificadas em áreas de risco em Manaus

A Operação SOS Enchente deu início ao trabalho de identificação das famílias dos bairros Betânia, na zona Sul, Santo Antônio, Compensa e Tarumã, na zona Oeste. Técnicos da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh), Defesa Civil e Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) trabalharam de forma integrada.

Desde o início dos trabalhos, na última segunda-feira (17), mais de 1,3 mil famílias que deverão ser afetadas pela cheia do Rio Negro, já foram identificadas. No período da enchente, essas famílias poderão ser inseridas no Auxílio Aluguel e receber benefícios eventuais como cesta básica, colchão, rede e lençol, dependendo da necessidade de cada uma.
A chefe de divisão de Alta Complexidade da Semmasdh, Clícia Franco, ressaltou que estão atuando nessas áreas para fazer o levantamento das famílias que serão afetadas pela cheia do Rio Negro. “Nossa equipe de assistentes sociais e psicólogos, fizeram a triagem para identificar quem já é cadastrado e quem precisa fazer atualização de dados.”
De acordo com a Defesa Civil, a partir da avaliação feita no Beco do Aterro, na quinta-feira, 200 metros de ponte serão construídas para ajudar na locomoção das famílias que residem em meio a área alagada. Desde a última terça (18), o órgão começou a construção de pontes nas áreas que serão afetadas pela cheia deste ano. O primeiro local atendido foi o Beco Bragança, bairro São Jorge, onde as águas já começaram a subir.
Ao todo 15 bairros de todas as zonas da capital que serão afetados pela cheia receberão construções de passarelas, entre eles Tarumã, Mauazinho, São Jorge, Educandos, Raiz, Betânia, Presidente Vargas, Colônia Antônio Aleixo, Aparecida, Centro, Santo Antônio, Cachoeirinha, Glória, Compensa e Puraquequara, além da zona rural e ribeirinha da capital.
A Semsa realizou ações de orientação sobre os cuidado com a água para consumo humano, coleta de água em 31 pontos (domicílios e poços da área), desratização visando o controle populacional de roedores utilizando 92 kg de blocos parafinados, verificação do quadro vacinal dos moradores, orientação técnica e entrega de folderes em 31 estabelecimentos comerciais, identificação de condições e sinais de alerta de condições de saúde, orientações sobre os principais agravos e riscos que a enchente acarreta e como se prevenir, atendendo cerca de 1.000 famílias afetadas nessas localidades. Na ação estiveram envolvidos direta e indiretamente cerca de 70 servidores municipais da Semsa. Na próxima segunda-feira (24) iniciam as ações na localidades afetas dos bairros da zona Oeste da cidade.
As UBS Megumo Kado e Theomário Pinto e as Estratégias de Saúde da Família da área estiveram atuando, servindo como referência para essa população em situações envolvendo a atenção primária de saúde.
Segundo o técnico de enfermagem da Semsa, Cláudio Martins, a equipe orienta as famílias quanto às doenças causadas pela cheia e identificam quem precisa de cuidados médicos. “Estamos primeiramente fazendo um trabalho preventivo, um deles é a visualização dos cartões de vacinação das famílias.”
Técnicos de enfermagem e agentes de saúde orientaram sobre o cartão de vacinação e distribuíram hipoclorito de sódio para as famílias, no intuito de garantir água potável a população.

Na próxima semana, a Operação SOS Enchente estará nos bairros São Jorge, Presidente Vargas, Cachoeirinha, Aparecida e Centro.


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