terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Homem é preso suspeito de mandar matar pai e irmã em Coari

Glauco Luiz Antony Barros, 29, conhecido como “Neto”, foi preso, suspeito de encomendar a morte do pai e da irmã, o dentista Francisco Ferreira Barros, 72, e Glaucia Rayssa Antony Barros, 25, assassinados na última quinta-feira (16), na Rua Dois de Agosto, bairro Tauá-Mirim, no município de Coari (distante 363 quilômetros da capital). João Oliveira dos Santos, 26, o “Joãozinho”, e Kaisoney Pena da Silva, 21, conhecido como “Neyzinho”, também foram presos, suspeitos de terem executado as vítimas.
“Já tínhamos a suspeita de que 'Joãozinho' estivesse envolvido, em função dos registros das câmeras. Ele confessou o crime e explicou todo o esquema criminoso. Em depoimento, João apontou “Neto”, que é filho do dentista e morava na residência do pai, como o mandante do crime que terminou em duplo homicídio”, disse o delegado Juan Valério, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
Ainda de acordo com o delegado, equipe conseguiram identificar os três infratores, após análise das imagens captadas pelas câmeras de segurança do imóvel onde ocorreram os crimes. O trio foi interceptado em locais distintos. “Neto” foi preso por volta das 18h30 do sábado (19), na Rua Joani, bairro Urucu, perto da casa da sogra dele. Os demais na Rua Francisco Batista Neto, bairro Santa Helena.
A prisão do trio foi realizada em ação conjunta com policiais militares, servidores do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), Poder Judiciário e a Prefeitura de Coari. As investigações em torno do caso irão continuar, segundo Juan Valério, para verificar o envolvimento de outras pessoas na ação criminosa.
“Neto”, “Neyzinho” e “Joãozinho” foram indiciados por homicídio qualificado. Ao término dos procedimentos cabíveis na delegacia eles serão encaminhados à unidade prisional de Coari, onde irão permanecer à disposição da Justiça.

Caso
Segundo informações do Comando de Polícia do Interior (CPI), dois suspeitos chegaram à casa do dentista, na Rua 2 de Agosto, e renderam a nora dele, de 26 anos, junto com o neto, uma criança de seis anos, que foram colocados dentro de um quarto e deixados trancados, após terem o celular roubado.
Em seguida, renderam o dentista e a filha, Glaucia, em outro quarto. De acordo com informações da nora, repassadas pela Polícia Civil, Francisco chegou a reagir a abordagem e se negou a entregar o celular exigido pelo criminoso. O suspeito efetuou quatro disparos, sendo que três atingiram o tórax do dentista e um a cabeça da filha. Os dois morreram no local.

A princípio, o Departamento de Polícia do Interior (DPI) investigava o crime como latrocínio (roubo seguido de morte), mas sem descartar a suspeita do crime ter sido uma execução.