terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Greve paralisa 100% dos ônibus em Manaus. Prefeito afirma que não cede a chantagens e negocia só quando movimento parar

O Sindicato dos Rodoviários, que reúne motoristas e cobradores, paralisou hoje (17/01) 100% da frota de ônibus de Manaus. Nenhum carro saiu da garagem. As reivindicações são quanto ao reajuste salarial pendente de 2015, que está sob julgamento da Justiça do Trabalho, e mais segurança. “Esperamos o julgamento do dissídio 2015 e a data-base 2016 é 1º de maio”, disse o advogado do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do Amazonas (Sinetram), Fernando Borges, há pouco. 


“É uma insensatez. Apelo que parem. Não reajo bem a chantagens”, afirmou o prefeito Arthur Virgílio. O Sinetram calcula que mais de 500 mil pessoas estão sendo prejudicadas pelo movimento. Os rodoviários ocuparam as garagens por volta das 3h desta madrugada. 

A Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) enviou fiscais para o local, mas os motoristas se recusaram a sair. Os ônibus executivos e alternativos, além de mototaxistas, estão liberados para trafegar até o Centro, para tentar suprir a necessidade de transporte. O Manaustrans e a Guarda Municipal, com ajuda da Polícia Militar, estão fiscalizando as ruas para evitar tumultos. Liminares, expedidas pela Justiça do Trabalho, tanto para a Prefeitura quanto para o Sinetram, ordenam o funcionamento de 100% da frota, mas os rodoviários ignoraram essas decisões. O prefeito disse também que os empresários não terão vantagem na negociação de reajuste na tarifa de ônibus. “Se eles pensam em levar alguma vantagem com esse movimento podem desistir”, disse. Prefeito e o vice-prefeito Marcos Rotta devem reunir ao longo do dia com os empresários, mas o horário ainda não está confirmado.